– Oitava Série. CMAQ

"A poesia é a mínima distância entre o sentimento e o papel" – Levi Trevisan

Texto de Portugês: O Menino que não sabia soletrar.

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Em um pequeno trapiche de São Paulo vivia um menino chamado Gabriel, era um menino humilde e de origem bem pobre, seu maior sonho era participar de algum concurso de soletrar, tipo aquela da  Rede Globo, pois queria muito ganhar o premio para investir em sua educação, ajudar sua família, e ser reconhecido por todos de seu colégio e de seu bairro.
Em uma manha quando chegou no colégio, falou para sua professora, sobre a sua vontade de participar de algum concurso daquele gênero, semanas depois a professora procurou Gabriel para dizer sido inscrito e sorteado. No momento, Gabi começou a vociferar pra todos ouvirem a novidade, gritava de alegria, fazia um barulho ensurdecedor, até matou de susto uma mosca varejeira que voava sobre sua cabeça.
Semanas após a novidade, Gabi, sua mãe e a professora de português, estavam acompanhando o garoto para realizar seu grande sonho.
Quando chegaram no local, demorou apenas dez minutos para o Gabriel ser chamado para o palco. Pronto, chegou o momento esperado, quando Gabriel ouviu seu nome, começou a ter uma apoplexia, todos ficaram em sua volta, Gabriel acordou quando ouviu sua mãe cochichar em seu ouvido:
– Acorda estrupício.
Aquele ruído foi ressuscitador, no mesmo momento Gabriel levantou, arregalou os olhos, sacudiu os ombros e segui em direção a bancada. Todos sentiram firmeza, mas sentiram mais firmeza ainda quando aquilo começou de verdade.
Gabriel estava muito tenso, mas mesmo assim acertou muitas palavras difíceis como: Lassidão, pisciforme, escarranchar e vaquejada. A platéia delirava por cada palavra, cada ponto, cada hífen que o garoto acertava. Para Gabriel aquilo estava sendo único, mas de repente, quando teve que soletrar a palavra “Salsicharia”, Gabriel começou a suar frio, começou a aporrinhar-se,  não sabia como começar e nem como terminar, então no mesmo instante, levantou – se de seu lugar, saiu correndo como um besta sem futuro a beira de ter um surto (se é que me entendem [^o]). Para onde ele foi, ninguém sabe, mas o que todos sabem é que aquilo se tornou uma derrota para ele.
Anos se passaram, o garoto ainda tinha lembranças deste trauma de infância, todos os dias lembrava de seu fracasso, não tinha mais motivação para ser uma pessoa bem sucedida, as vezes tinha uma breve repercussão de sua época da catequese, que acordava bem sedo para se catequizar e aprender a ser do bem [:p], mas de nada adiantava, o rapaz não tinha animo para isso, então virou um motobói, cachaceiro, energúmeno, cafajeste, assindético (?) e escleroso.
Então um dia, o rapaz resolveu sair de casa para dar uma volta, mas havia, um pequeno detalhe, ele estava embriagado. Saiu em alta velocidade, sobre o mormaço, passou por baixo do passadiço, bateu no cocuruto, se desequilibrou,quando de repente um cartuchame voador foi arremessado em sua cabeça, então ele caiu bruscamente, sofreu uma deterioração no tórax e teve arteriosclerose múltipla (c é q existe). No mesmo instante, uma assembléia de pessoas o socorreu e o levou para o hospital mais próximo, quando chegou lá, foi atendido por um médico que aparentava ser psicossocial e segurava um calhamaço e um crisântemo nas mãos. No mesmo instante foi medicado e dias depois foi liberado.
Quando estava indo para casa, resolvei parar em um posto de gasolina para abastecer o tanque, assim, quando encontrou um amigo, os dois começaram a conversar e resolveram parar em um bar para comemorar a melhora de Gabriel. Ficaram lá por aproximadamente 2 horas, mas na hora de ir para casa Gabriel não estava nada bem, novamente estava embriagado, mas mesmo assim segui viajem. No caminho Gabriel passou em frente sua escola e lembrou daquele dia em que havia participado do evento, naquele momento um filme passou por sua cabeça, Gabriel começou a ficar aborrecido, então começou acelerar retardadamente a sua motocicleta, mas havia um outro detalhe, ele não estava olhando para frente quando de repente Gabriel bateu em cheio em um caminhão da Coca – Cola e morreu na hora.

Moral da História: Se dirigir, não beba e se beber, é bom saber soletrar [;)].

– Maria.

Written by oitavacmaq

Outubro 25, 2009 às 11:16 PM

Publicado em Uncategorized

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