– Oitava Série. CMAQ

"A poesia é a mínima distância entre o sentimento e o papel" – Levi Trevisan

Os Deuses de Raquel – Moacyr Scliar

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O livro do escritor gaúcho Moacyr Scliar conta a historia de Raquel, narrada por um dos personagens (o que só descobrimos no final do livro). É narrada em duas épocas, o tempo de hoje, e alguns lampejos da infância e da adolescência de Raquel, os quqis ajudam a entender melhor a história.
De família judia, os pais de Raquel, Ferenc e Maria se mudam da Hungria para o Brasil, Porto Alegre, e depois de muito tempo, o pai de Raquel não arranja o tão desejado emprego como professor de latim, pois era isso que ele sabia fazer, e sua mãe, grávida, começava a reclamar de que iriam ficar sem nenhum dinheiro. Assim, o pai de Raquel resolve abrir uma loja de ferragens no bairro Partenon. Quando Raquel nasce, ele a manda para a única escola do bairro, uma escola de freiras, sua mãe é totalmente contra, mas a menina precisava de educação, e o pai acabou convencendo sua mulher.
No colégio de freiras, Raquel começou a se sentir dividida, entre seu Deus judeu e o Deus católico, principalmente depois de uma peça de colégio sobre pecado, e as razões que levam as pessoas para o inferno. Secretamente, ela começa a converter-se ao catolicismo, na loja de ferragens seu pai contrata um menino do sanatório que haveria fugido de casa e o chamavam de louco, mas era bom menino, tinha uma ideia fixa na cabeça que teria que construir um templo para o que tudo vê, e arranhava algumas palavras em latim, o que conquistou o pai de Raquel.
Este Miguel e Raquel ficam muito amigos, ela a ajuda nos temas, e Raquel sempre o visita no alto do morro aos domingos, quando Miguel trabalhava no projeto do templo.
As coisas começam a mudar quando no colégio de Raquel entra outra menina judia, Raquel a observa e pensa que a nova aluna não é digna de rezar a virgem Maria, faz o sinal da cruz sem respeito, e acha até que cruza os dedos quando responde a perguntas sobre catecismo. Raquel arranja briga com a menina e pode até ser expulsa, mas algo acontece, o colégio é incendiado. Há muitas idas e vindas até chegar o tempo “atual”, Raquel se apaixona pelo marido de uma antiga amiga, e até chegam a ficar juntos, porém ele morre em um acidente de pedalinho. Ela assume a loja de ferragens junto com Miguel, já que seu pai decide se aposentar e se dedicar ao latim. No final do livro, em uma das várias discussões com Miguel, ela descobre que a vida toda se sentiu vigiada por ele, o que tudo vê,como o chamavam, mas aquele cujo nome não podia ser pronunciado, Jeová, que a levou para ver o templo finalmente concluído.
A linguagem é fácil apesar da data da obra, interessante, pois o título do livro nos dá muitas opções de história e a obra não é muito extensa, podendo ser lida em um dia se você tiver um tempo livre, isso é prático. Entretanto,a história poderia ter mais detalhes, para explicar melhor certos acontecimentos, ainda mais com tantas passagens para a infância da menina.

– Karina

Written by oitavacmaq

Agosto 26, 2009 às 9:07 AM

Publicado em Uncategorized

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Uma resposta

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  1. Uma história um tanto interessante. Mostra as dificuldades de emigrantes judeus. Muito bom, adorei. Parabéns.

    – Nanda

    oitavacmaq

    Agosto 31, 2009 at 8:34 PM


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