Posts Tagged ‘turma’
Texto de português: Passou bem devagar!
Era um cafajeste. Sofria de arteriosclerose, apoplexia, degeneração crônica e morava em um trapiche. Jesus! Ainda era rizófago, vivia com uma varejeira assindética (fui, que nojo!) e com um energúmeno cretino, ulceroso, cachaceiro e que tinha frequente lassidão. Era rechonchudo, se dizia ressuscitador, tinha o tórax perfurado, trabalhava em uma salsicharia (salchicharia, pro Ruan) vaquejada como motobói e nas horas vagas dava catequese a uma plateia que gerou repercussão nacional.
Em um dia de mormaço, ele acabara de passar pelo cocuruto o qual passava sempre com firmeza, quando olhou para cima, no passadiço, mais precisamente, e viu em frente à assembleia as crianças as quais estava pronto para catequizar. Estavam começando a vociferar um barulho ensurdecedor. Uma estava com um rebuço, a outra com um crisântemo na mão e um cartuchame na cabeça. Que situação psicossocial! De repente, uma criança com um objeto pisciforme entre os braços, começou a escarranchar:
- Eu vou soltar este calhamaço!
Foi a gota d’água. O suficiente para aporrinhar e começar a cochichar. Foi a disseminação! Chamaram os bombeiros. No fim, conseguiram colocar os pingos nos I’s e os hifens nos substantivos compostos. Uma lamúria esdrúxula, não?!
- Nanda.
Desejos e Vontades da 8ª


A professora Letícia, de português, propôs que ilustrássemos os nossos desejos e vontades para o futuro.
Foi o que tentamos fazer…
Blog Finalizado!
Pessoal, aqui vamos nós.
Este é o nosso blog, prontinho, com as resenhas e outras informações sobre o que cada um leu. E como dizia o poeta… Um livro é uma janela pela qual nos evadimos. É um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
Boa leitura!
É o que desejam os alunos da 8ª série do Colégio Cenecista Mário Quintana de Encantado-RS.
Contos – Moacyr Scliar
Madalena, feliz natal!
Era véspera de Natal, já era tarde, o senhor ainda estava sozinho no bar, uma moça,devagar, se aproxima do homem. Ele a convida para sentar e, logo após ela se acomodar, oferece um sanduíche e uma cerveja. Depois de alguns minutos de conversa, o sanduíche e a cerveja chegam, mesmo sabendo que a mulher havia recusado o lanche, ele parte-o ao meio. Ao mesmo tempo em que a garota devorava os dois conversavam.
- Como é seu nome? – perguntou a mulher.
- Rotulo! E o seu? – indagou o homem.
- Madalena!
Depois de muita conversa e risadas, Rotulo, de 71 anos, já estava cansado, retirou duas notas de 100 do bolso e deu à mulher, com um único olhar ela o retribuiu.
- Moro neste prédio aí da frente. Feliz Natal, Madalena.
Charles Kiefer
Atendimento ao domicílio
Pegou o telefone e, fechando os olhos enquanto falava, solicitou que deveria ter olhos verdes, do seu apartamento o desligou. Deitou-se no sofá e ficou pensando em todas as mulheres que contara para seus amigos que transou… Jaqueline, 19 anos, peitos pequenos; Andresa, médica, cabelo comprido castanho; Nikita, a garota do chicote. O homem pensava encabulado do assunto, refletindo todas as mentiras que já havia contado.
Chega o meio dia e ele,com 51 anos, empresário bem sucedido, vai almoçar. Vitela, massa, vinho, um verdadeiro banquete, depois de deixar uma gorjeta bem gorda o senhor dar uma pequena volta pela cidade apreciando a paisagem olha, atento para o relógio, já estava quase na hora. Entrou correndo no apartamento, pegou uma toalha limpa e foi para o banho, fez a barba e passou perfume por todo o corpo, botou novos lençóis na cama e preparou algumas bebidas, sentou-se no sofá aguardando a campainha.
Din Don! Rapidamente ele se levanta e abre a porta.
Além dos olhos verdes, conforme havia solicitado à agência, o rapaz era alto, loiro e robusto.
Charles Kiefer
Trem fantasma
Depois de duas semanas, enfim, o médico confirmou que meu melhor amigo Matias estava com leucemia, o maior desejo de Matias era ir a um trem fantasma, mas não seria possível, pois não havia este brinquedo na cidade. A mãe de Matias me deu dinheiro para cumprir o último desejo de meu amigo. Peguei um ônibus e fui até a cidade mais próxima com o brinquedo, andei e andei, várias vezes anotando tudo. Seria muito difícil montar um trem fantasma, mas estava disposto a fazê-lo. Depois de muito tempo, tudo estava pronto, botei-o dentro de um carrinho de supermercado e comecei a empurrá-lo pelo corredor, a porta do salão se abriu, entrei por ela e ai estava a mãe de Matias vestida de bruxa com uma roupa preta, dei duas voltas no corredor e saí, a próxima parada foi no banheiro onde Matias encontrou seu pai enforcado, após isso virei para o quarto de suas irmãs que estavam apunhaladas. Matias estava exausto, mas mesmo assim estava muito feliz, algumas semanas depois Matias morreu.
Moacyr Scliar
Os turistas secretos
A história conta a vida de um casal muito invejoso, cujo sonho era viajar para o exterior, mas com o salário de professora de creche e de um pequeno funcionário nunca conseguiram realizar a viagem. Depois de algum tempo, inventaram um plano que utilizaram muitas vezes, sempre na época das férias o casal ligava para todos os amigos avisando que não estariam na cidade, pois iriam viajar, mas eles ficavam o tempo inteiro dentro de seu apartamento mandando cartões postais de Florença e de outros lugares. Depois de um mês, ligavam para os amigos avisando que haviam voltado, convidando-os para ver algumas fotos da viagem (montagens). Mas depois de algum tempo os amigos descobriram toda essa invenção. Cansada de tantas mentiras a mulher se separou de seu marido e as últimas palavras dois foram:
- Eu me diverti muito com você – disse ela
- Fomos muito felizes em Florença – suspirou ele
Moacyr Scliar
- Carlos
O Caso do Loteamento Clandestino – José Clemente Pozenato
Pesonagens Principais: O livro apresenta três.
Pasúbio: Delegado que investiga o caso em busca de respostas. Sempre muito crítico e desafiador.
Astornagildo Silva (Bugre): Assassino que foi obrigado a matar Miguel Tenório por ameaças. Veio do interior para tentar uma vida melhor na cidade.
Miguel Tenório: Assassinado por revólver. No livro só há informações de que ele era o cobrador de mensalidades do loteamento clandestino.
Resenha: Pasúbio, mais uma vez, é convocado a desvendar um crime muito mal explicado. O cobrador mensal de um loteamento clandestino é assassinado. Ele foi encontrado seminu com perfurações de balas de revólver. Dias depois, foram encontradas as roupas da vítima no mesmo local onde o corpo foi recolhido. Não havia manchas de sangue nas roupas. E como elas foram devolvidas, o objetivo não era roubo. Astornagildo Silva, mais conhecido como Bugre foi condenado à prisão como culpado do crime. O autor relata todo o desenrolar da investigação, causando surpresa. O desfecho é que Bugre realmente assassinou Tenório, mas por ameaças à Melinha, uma moça pela qual tinha fortes sentimentos. Analisando a obra, o desfecho é bem justo, mas em minha opinião, acho que Bugre não deveria ser preso. Porém, por mais que ele seja inocente, foi ele quem matou Tenório. O verdadeiro culpado é morto antes do final por um comparsa não revelado. José Clemente Pozenato sempre explicita os sentimentos e escreve de uma maneira tão clara e objetiva, que acho que é um dos melhores autores gaúchos. Gostei muito dessa leitura.
Linguagem: A linguagem é clara, objetiva e de fácil compreensão.
Tempo: O tempo é cronológico. Os dias e as noites passam e são informadas no livro.
Foco Narrativo: O foco narrativo é do tipo narrador-observador.
Espaço: O espaço onde se passa a história é a Vila Aurora.
Contrapontos: A história é muito comum nos dias de hoje. Ela conta sobre um fato em que o assassino é obrigado a cometer tal ato, por ameaças a uma pessoa querida. Isso ocorre muitas vezes hoje em dia onde o verdadeiro culpado, que é o mandante, não é punido de verdade. É preciso muita investigação e inteligência para descobrir a verdade.
- Fernanda