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Perdas e Ganhos – Lya Luft
Na obra, a autora comenta sobre muitas coisas, como família, amigos, perdas e ganhos, como o próprio título diz. Não é basicamente uma história com personagens, a autora utiliza fatos cotidianos e a fama de escritora para formar sua obra. Eu gostei muito do livro, pois contém algumas mensagens importantes para a convivência entre amigos e familiares, tudo o que alguém precisa ouvir para ter uma vida melhor e mais agradáveis.
O livro basicamente seria para pessoas mais adultas e com mais experiência, por isso tem algumas palavras mais difíceis, mas consegui entender muito bem a mensagem que ela quis passar para seus leitores. Uma parte do livro marcante é quando Lya Luft comenta sobre quando era criança e gostava de acordar bem cedo para ver o orvalho na grama e o sol nascendo de manhã.
Me identifiquei com essa parte, pois, quando era mais nova, também era a primeira a acordar para assistir à televisão sozinha e tomar meu café da manhã, me sentia melhor e mais confortável. Lya também fala de assuntos para mais idosos quanto à forma e ao peso, que muitas mulheres deixam de ir a lugares porque não são mais tão novas e nem tão bonitas como na época de juventude.
Tudo tem a ver com estar feliz consigo mesma, aceitar seu próprio eu e ser feliz assim. Eu gosto de fazer leituras que me abram mais os olhos, que ficam em minha memória por um longo tempo e que fazem qualquer um evoluir em pensamento e personalidade. Livros com mensagens agradáveis e que nos fazem realmente refletir sobre isso. De início aceitei ler esse livro porque Lya Luft mora na mesma cidade em que nasci e achei que poderia me identificar melhor com a obra.
Em Perdas e Ganhos, a autora também comenta algumas histórias, fábulas que ela ouve por aí e acha interessante, uma delas é sobre a morte. Esta decide levar um homem bem sucedido e, ao lhe dar uma chance de viver, pede ao homem 3 razões para continuar vivo sem que tenha a ver com trabalho, família ou sustento da mulher. Por fim, o homem não acha motivos e acaba sendo levado pela morte. Outro assunto interessante explorado é sobre pessoas queridas que a morte acaba levando embora, no meu caso, eu perdi muitos avós e parentes assim. Por fim, todos superamos essas perdas e para compensar acabamos ganhando alguma coisa em troca também: felicidade, amizades novas, carinho e etc.
E, como comentei anteriormente, a autora utiliza sua fama de escritora como um dos assuntos do livro, nele ela conta das perguntas que os jornalistas fazem sobre as suas obras e aproveita para respondê-las. Além disso, fala de algumas palestras em que ela compareceu e que apresentaram situações intrigantes.
No decorrer da obra, que não é ficção, ensaio ou autoajuda e sim literatura, arte, a escritora trava um delicado diálogo com os leitores, convencendo-os de que o tempo não pode, jamais, ser desperdiçado com valores superficiais que muitas vezes são disseminados pela mídia, pela moda e pelo consumismo. No livro, ela escreve: ” Vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo”. A autora alerta que para viver qualquer fase da vida é necessário acreditar que vale a pena viver, pois há diversos modos de ser feliz, e que as pessoas devem persegui-los.
Contudo, a autora alerta seus leitores que ” a vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos” , porém com os olhos vendados não conseguiremos enxergar ” o desperdício de talentos que poderiam ser cultivados até o fim, sem importar a idade”.
- Paola