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O Clube dos Anjos – Luis Fernando Verissimo
• Havia um homem chamado Daniel. Ele participava de um grupo de amigos chamado “Clube do Picadinho”, grupo que se reunia uma vez por mês na casa de um dos participantes para fazer um jantar.
• Um dia Daniel conheceu um cara que cozinhava muito bem, seu nome era Lucídio, este se ofereceu para cozinha para o grupo.
• Um tempo depois, Lucídio começou a cozinhar para o grupo, um dos integrantes, André, morreu de ataque cardíaco ao voltar para casa. Isso aconteceu mais quatro vezes com outros integrantes antes que o grupo de amigos desconfiasse de alguma coisa. Daniel desconfiou de que Lucídio estava matando os integrantes com seus pratos favoritos, já que cada um que morreu estava degustando sua comida favorita.
• Lucídio ,um dia, contou uma história que participava de uma organização secreta japonesa, em que pessoas eram treinadas para preparar um peixe chamado Fugu, e se não preparado profissionalmente ele era mortal. Nessa organização havia sempre 10 preparadores em teste de aprovação, se o seu Fugu matasse o provador ele seria simplesmente reprovado e precisaria refazer o teste no próximo ano, e 10 provadores de Fugu, que podiam ser substituídos caso morressem. Ele disse também que não existia nada mais excitante e mais apetitoso do que degustar um Fugu, uma dos comidas mais luxuosas, e saber que você pode morrer em alguns minutos caso ele não esteja bem preparado, e era isso o que mantinha o “Clube do Picadinho” comparecendo aos jantares.
• Quando restavam apenas 3 participantes do grupo, Samuel, Tiago e Daniel, foi decidido que não seria justo com os mortos pararem com os encontros mortais e resolveram continuar esse “ritual”. O próximo jantar teria o prato favorito de Tiago, e o seguinte o de Samuel.
• No enterro de um dos integrantes do grupo, Daniel conhece Spector. Esse tal Spector foi conversar com Daniel e disse que ele tinha gostado da ideia de ter uma morte predeterminada e tinha amigos que gostariam de participar disso. Daniel foi falar com Lucídio e eles concordaram em trabalhar para os interessados predeterminando suas mortes e fazendo delas o momento mais feliz de suas vidas.
- Vítor
Crônicas – Luis Fernando Verissimo
O nariz
O nariz conta a história de um homem de seus quarenta e poucos anos, dentista, bem sucedido (tanto no trabalho quanto na família).
Esse homem de uma hora para outra compra um nariz desses de borracha com um óculos e decide que vai usar aquele nariz o dia todo. Sua esposa fica preocupada, pois acha que ele ficou louco.Ele diz que não há nada de mais em seu comportamento e que aquele objeto não altera em nada em seu jeito de ser. Com muito esforço a família consegue convencê-lo a procurar um psicólogo. Ele vai, mas o doutor diz que o dentista está com o seu comportamento normal, não alterou em nada o uso daquele óculos. Mas sua família não entende, mãe e filha saem de casa, mesmo com toda a decepção de sua família o homem não se intimida e diz que não vai mais tirar aquele nariz. Aquilo agora não era mais um simples nariz mas sim uma questão de princípios.
Ela
A crônica conta a história de um homem que comprou uma televisão, no começo ela ficava num quartinho nos fundos, mas foi tomando espaço em sua casa até tomar conta completamente, fez até a sua mulher mudar a decoração da sala para combinar com ela.
O texto se passa num bar e o homem está contando a história daquele maldito dia que ele teve a ideia de comprar aquele aparelho.
Ele conta que de lá para cá a televisão tomou conta de seu lar. Antes ela ficava na cozinha para acompanhar o jantar, agora eles jantavam na sala para acompanhar a tv. O garçom louco para fechar o bar pede que o homem se retire, mas ele diz que não pode porque a televisão lhe proibiu de voltar lá, pois ele tentara desligar o aparelho da tomada.
O mágico
Essa crônica conta a história de um mágico que se achava “o melhor do mundo”. Certo dia, ele errou um número de mágica e de lá para cá ele se desiludiu e decidiu que se ele não fosse o melhor mágico do mundo ele não seria nada. Ele foi morar em uma pensão com sua assistente e namorada Marialva. Um dia, o mágico conseguiu um processo inverso do que o que ele queria, ele transformou Marialva em pomba. O dono desta pensão viu o tal entrar em casa com uma serra, ele ligou para polícia e o detetive foi até o quarto do mágico. Chegando lá, ele viu muitas pombas e coelhos espalhados pelo quarto assim como panos coloridos e roupas de palhaço. O ex-mágico foi preso, porém, logo em seguida, foi solto por não ter provas suficientes. Ele voltou correndo para sua casa e lá encontrou todos os panos e roupas, mas nenhuma pomba nem coelhos. O dono da pensão disse que soltara todos os animais na cidade. Daquele dia em diante, o mágico passou o resto de sua vida na praça, com sua varinha tentando transformar alguma pomba em sua querida Marialva. Mais uma história de amor arruinada pela vaidade.
Minhas férias
A crônica minhas férias fala de uma família que resolve passar o fim de semana no camping. O pai, a mãe, a filha adolescente, o filho criança e o cachorro. A mãe morre de medo de cobras, o pai montou a barraca tão bem que cada vez que eles queriam sair ou entrar eles tinham que desmontar e montar de novo. Nesse acampamento eles passam por altos e baixos como: Muita chuva, buracos na estradas, um rio poluído e o medo de cobras da mãe.A primeira noite eles dormem dentro do carro pois a mãe usara o manual de instruções da barraca para limpar as necessidades que o cã da família fez.
Mas no fim o narrador conta que mesmo passando por esses altos e baixos tudo deu certo.
Os Moralistas
Os moralistas conta a história de quatro amigos que são casados, (cada um com sua esposa.) Um belo dia, um desses quatro mosqueteiros resolve se separar de sua esposa. Os outros três, de amigos viram conselheiros que dizem para o quarto amigo que divórcio é uma coisa muito séria e que ele não devia fazer isso.
O homem fica muito bravo, pois diz que seus amigos, de companheiros viraram uns moralistas.Porém, os amigos, mesmo com todos esses “elogios”, dizem que além de tudo sua mulher ia ficar mal falada na vizinhança.Um dos quatro amigos, o mais palhaço, diz que no domingo havia um jogo de casados contra solteiros e que para jogar aquele jogo valia qualquer sacrifício, até mesmo agüentar a esposa mais uma semana.
- Kacian