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O Poncho – Charles Kiefer
No livro “O Poncho”, Charles Kiefer conta a história de um homem, Fernando, que se apaixonou por uma mulher cujo nome era Angélica.
Os dois se conheceram em uma festa, e, do modo que o autor descreve a festa, entendemos que se passa no interior do Rio Grande do Sul, e há um longo tempo atrás.
O livro “O Poncho” tem este nome devido ao fato de Fernando, o personagem principal da história, ter recebido um poncho de seu pai, pessoa que foi muito importante na vida de Fernando, ensinando valores, como todo o pai faz com o seu filho.
O livro tem uma pequena história.Na maior parte do tempo, o autor descreve os lugares, objetos e sentimentos. Nele, existem muitos tipos de poesias, e a própria escrita é poética, a linguagem não é muito fácil, e você precisa se concentrar muito para entender a história, além de precisar de um bom conhecimento dos costumes e objetos usados no interior do Rio Grande do Sul.
Ele também não conta como foi o fim do relacionamento com a sua amada, o que dá a entender que a história está incompleta.
Nossa opinião sobre o livro:
Não é um bom livro, nem de fácil compreensão, porém, é muito interessante, pois conta bastante sobre o modo de convivência no Rio Grande do Sul. Também é interessante o modo como o personagem principal descreve os seus sentimentos, muitas vezes de forma de forma poética. O livro não é extenso e a história também não. Achamos a história cansativa e sem muitas atrações para o leitor.
- Levi e Ruan
Dedos de Pianista – Charles Kiefer
O menino
O primeiro conto do livro mostra-nos um garoto, que em uma tarde de verão qualquer, se mantinha encostado em uma parede de alvenaria, perto de sua casa. Ao imaginar o que viria por comer à noite, acabou por vomitar de nojo e, alguns minutos, após recuperar-se, ficou apenas parado observando os pássaros, refletindo… Pensando. O momento o fez lembrar de seu falecido pai, e em poucos minutos o garoto estava a chorar, com saudades. Ficou ali, nesse estado vulnerável por sabe se lá quanto tempo, até sua mãe o chamar para ir jantar!
Ninguém mais tem respeito pelos velhos
Neste conto é descrito um dia comum do Senhor Leopoldo, um velho inquilino de uma pensão, que perdera a “vontade de viver” devido as suas dores. Perdeu a fé em Deus, e só o que sabia fazer direito era ficar em sua cama agonizando, ou pelo menos… Provavelmente, o único dia em que saía da pensão era no dia de receber a aposentadoria, que ía praticamente toda para pagar o aluguel, que a cada mês aumentava. O homem então, numa dessas, resolveu passar a perna na dona, e gastou o dinheiro da aposentadoria em um restaurante, deixando a outra parte restante para comprar seus remédios caros. Disse à mulher que havia sido roubado. Velho sacana.
Tarde, muito tarde.
Acordado durante a noite pelo pai, o menino teve de ir até o bar, onde o mesmo trabalhava, para conversar com o tio bêbado, que não iria embora até satisfazer sua vontade. Era uma noite fria, tarde da noite, mas mesmo assim, o garoto foi e sentou-se perto de seu tio, ao perceber que ele iria contar alguma história sobre suas viagens e caçadas. O homem começou a falar, descrevendo o local como um caminho sem volta, enquanto fumava e se embriagava mais ainda. O tempo passou e o menino passou a entender as palavras do tio no futuro, sua conotação tomou forma, porém, o menino não tinha nenhum sobrinho para quem informar sua última viagem, mesmo assim, era uma noite muito fria, e muito tarde.
A navalha
Após a morte de sua esposa, o ex-barbeiro Antonio de Sousa Gomes passou a se alojar em um asilo. Lá, sua vida era um tanto monótona. Acordou cedo, muito cedo, – para poder ocupar o banheiro antes dos inquilinos levantarem e reclamarem da demora – e se arrumou no banheiro. No caminho de volta topou com dona Ritinha, cumprimentam-se e depois ele volta para o seu quarto, onde ficou lendo um livro por algumas horas, à espera do tempo passar. Tal pratica o fez atrasar-se para a primeira refeição. Não quis almoçar e se perdeu em imaginações de como poderia ter passado este dia, que para ele era tão especial, na praia, com seus netos. Mais tarde retornou para seu quarto e ficou deitado até alguém o importunar batendo na porta, pedindo para barbeá-lo. Seu Antônio, de muito mau gosto acabou cedendo, e somente à noite, após o jantar, teve tempo para descansar, sentando-se à janela da sacada e abrindo a navalha contra a luz da noite, percebendo-a fosca… Morta.
Dedos de pianista
Pedro era um garoto sonhador! Ia para a escolha sem prestar a atenção em quase nada, isolando-se de tudo. Porém, em certa manhã, enquanto fazia seu trajeto matinal, surpreendeu-se com o som de um piano surgindo de um casarão na esquina 7 de Setembro. O garoto, então, ficou imitando o tocar do piano com suas mãos e, assim, foi se sucedendo até em casa, quando comentou com sua mãe o súbito interesse em música, em tocar piano. A mãe animou-se com a confissão e alegou ter um dinheirinho extra no banco para alguma coisa importante. Prometeu comprar o piano para que ele pudesse tocar, e ela cantar junto. No outro dia, o menino estava um poço de nervosismo, à espera de seu piano… Infelizmente, quando ouviu a mãe chegando em casa, decepcionou-se ao ouvi-la lamentando o preço excessivo do piano, e tendo em suas mãos em violão.
Meu comentário:
O livro apresenta uma série de contos, a maioria deles retratando partes das vidas crianças, adultos, ou qualquer coisa similar. Os contos são divertidos, focalizam os personagens em situações diversas diárias e possui uma linguagem de fácil compreensão. Os focos narrativos divergem entre a primeira e a terceira pessoa, então, conclui-se que em alguns contos o narrador é também personagem da história e, em outros, o narrador não participa da história, porém, tem conhecimento suficiente para contá-la.
Com relação ao tempo, percebe-se que predomina o tempo cronológico, ou seja, é possível identificar nas histórias a passagem do tempo, através da indicação de horas e do uso de advérbios temporais.
- Luísa